Embarcação tinha cerca de 4 mil pessoas a bordo. Três corpos foram resgatados e equipes de resgate buscam desaparecidos
Foto: AP
O navio Costa Concordia, que levava 4.000 pessoas, naufragou após bater em banco de areia próximo à ilha de Giglio (Itália)
Um navio de cruzeiro de luxo que levava mais de 4.000 pessoas
naufragou na noite desta sexta-feira na costa da Itália. Inicialmente as
autoridades italianas divulgaram que pelo menos seis pessoas haviam
morrido, mas até a manhã deste sábado (14), somente três corpos haviam
sido resgatados. Várias pessoas ficaram feridas, incluindo duas
gravemente, e dezenas estão desaparecidas, segundo a imprensa italiana.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou a presença de brasileiros entre os passageiros
do navio. Segundo o Itamaraty, pelo menos dois brasileiros que estavam
na embarcação procuraram os consulados de Milão e de Roma, e teriam sido
evacuados em segurança.
O navio Costa Concordia bateu num banco de areia próximo à ilha de Giglio e já havia inclinado cerca de 20 graus quando as pessoas começaram a deixar a embarcação em botes salva-vidas ou nadando.
Helicópteros foram usados para retirar ao menos 50 pessoas que se refugiaram no deck do navio e se encontravam em situação delicada. Unidades da guarda costeira e barcos de passageiros participavam do resgate.
Porém, a retirada dos últimos passageiros e de membros da tripulação apresentou complicações. Uma fenda se abriu, causando vazamento dentro da embarcação, que inclinou.
O navio Costa Concordia bateu num banco de areia próximo à ilha de Giglio e já havia inclinado cerca de 20 graus quando as pessoas começaram a deixar a embarcação em botes salva-vidas ou nadando.
Helicópteros foram usados para retirar ao menos 50 pessoas que se refugiaram no deck do navio e se encontravam em situação delicada. Unidades da guarda costeira e barcos de passageiros participavam do resgate.
Porém, a retirada dos últimos passageiros e de membros da tripulação apresentou complicações. Uma fenda se abriu, causando vazamento dentro da embarcação, que inclinou.
Os passageiros e tripulação do navio Costa Concordia foram levados
para a ilha de Giglio e colocados em escolas, casas e igrejas para
passar a noite. O cruzeiro encalhou por volta de 21h30 horas (18h30 no
horário de Brasília) perto da costa da Toscana.
A operação de resgate envolvendo botes salva-vidas, navios e
helicópteros prosseguia horas depois do naufrágio. "No momento temos
cerca de 40 homens no trabalho e aguardamos a chegada de equipes
especializadas em mergulho para checar todo o interior do navio", disse o
porta-voz da corporação de bombeiros, Luca Cari.
"Não descartamos a possibilidade de que mais pessoas estejam desaparecidas. Isto é difícil porque o navio é enorme", declarou.
Pânico
Luciano Castro, um dos passageiros, disse à imprensa italiana que
"todos estavam jantando quando a luz apagou, houve um tranco e os pratos
caíram da mesa". Quando a luz voltou, o comandante anunciou uma avaria
no gerador elétrico e garantiu um conserto rápido, mas o barco começou a
adernar. A tripulação pediu que todos colocassem os coletes salva-vidas
e logo veio a ordem para abandonar o navio, revelou Castro.
Outra passageira, Mara Parmegiani, afirmou à mídia italiana que houve
"cenas de pânico" no navio. "Estávamos sentados para jantar e ouvimos
aquele grande estrondo. Acho que ele bateu em algumas rochas. Houve
muito pânico, as mesas viraram, os copos voaram para todos os lados e
nós corremos para os decks onde colocamos nossos coletes salva-vidas.
Estávamos muito assustados e congelando, porque ninguém teve tempo de
tomar mais roupas. Eles nos deram cobertores, mas não havia em
quantidade suficiente", disse.
–/7
O Costa Concordia havia deixado o porto de Civitavecchia, perto de Roma, na sexta-feira para um cruzeiro pelo Mediterrâneo, que deveria terminar em sete dias em Marselha, na França, após passar por portos da Sicília, da Sardenha e da Espanha. O navio transportava cerca de mil passageiros italianos, 500 alemães e 160 franceses, segundo o armador, que não precisou a nacionalidade das demais pessoas a bordo.
